Hoje é quinta feira e como todas as quintas, venho para o trabalho utilizando o transporte publico mais precisamente o metrô paulista. Aproveitando que não precisa prestar a atenção nos caros moto boys, ou nos velhinhos desatentos, nos caminhoneiros folgados e até mesmo nas belas mulheres que não tiveram tempo de se maquiar em casa e o fazem no carro com a maior tranqüilidade, resolvi pensar no que escreveria hoje para o blog.Pensa daqui pensa dali, algumas idéias na cabeça e ansioso pra comentar com alguém sobre o que estava pensando, mas não havia espaço (não é espaço físico, pois esse não havia mesmo), digo espaço de chegar a uma pessoa desconhecida, puxar um assunto e procurar saber dela o que achava de minhas idéias blogueiras...
Percebi então que estava em um vagão de metrô com mais ou menos cem pessoas, e entre uma baldeação e outra foram aproximadamente 30 minutos de viagem, não consegui me comunicar com nenhuma delas, caramba eu faço comunicação, sou um comunicador, eu quero falar, falar e falarrrrrrrrrrrrrrrr. Mas como?
Pude observar que as pessoas só conversam se estiverem acompanhadas, contam as mais variadas historias de suas vidas e da vida dos outro também, claro, as outras pessoas que estão avulsas tem a opção de prestar a atenção na conversa alheia, e é nesse perfil que eu me encaixo. Hahauahuahuaauhau você ouve cada coisa, as pessoas são engraçadas demais, a viagem passa superrrrrr rápido.
Hoje ouvi uma assim, (afinal noticia guardada não é noticia é segredo):
Uma mulher já com certa idade estava levando a filha, acho que com uns treze ou catorze anos ao ginecologista pela primeira vez...
Pense na situação as duas estavam sentadas e eu em pé de frente para as duas, não sei o que se passou na cabeça da mãe, mas ela começou a contar para a menina como ela deveria agir no ginecologista hauahuahauhua que situação?
Mas eu só tinha duas opções, ou ficava no lugar que estava para saber como a menina deveria agir, ou eu mudava de lugar e ficaria com esse duvida eterna na minha cabeça, resolvi então ficar e ouvir todo o relato da mãe.
Ela começou assim, filha você tem que perguntar tudo, o Dr. Ivan é muito legal, tira todas as suas duvidas com ele. Fala pra ele da coceirinha que você tem.
Como assim coceirinha? ... Ainda bem que eu estava de jejum.
A filha disse que a mãe não precisa ficar falando aquilo no metro!
Sensata a menina...que pena que era só a menina!
Que isso minha filha isso é assunto que todo mundo fala não precisa ter vergonha, vergonha é roubar e não poder levar hauhuaahuahuaa. Tenho que confessar que foi difícil segurar a minha cara de serio.
A mãe da menina desembestou a falar e a coitada nem olhava para o lado, quando me dei conta todos estavam prestando a atenção no discurso da mãe, só ela não percebia que nessa manhã ela havia se tornado a atração do nosso vagão.
O ápice da conversa foi quando ela resolver soltar essa:
Sabe por que você tem que perguntar e não pode ver vergonha, lembra quando você teve sua primeira menstruação e ficou desesperada com aquele mundaréu de sangue... Sim ela usou essas palavras.
Quando nós achávamos (sim nós, nesse momento não havia nada que fosse mais interessante no vagão que nossa querida mãe), nada poderia superar essa declaração....
E tem outra se você esta pensando em se deitar com seu namoradinho, se é que já não se deitou neh Carla (esse é o nome da coitada).
A menina ficou tão brava que disse para a mãe que se ela soltasse mais uma palavra, desceria na próxima estação eu fiquei torcendo para que isso acontecesse afinal o próximo ponto era o meu, infelizmente a mãe se calou e não trouxe mais nenhuma revelação da filha para nós.
Acho que a menina já tinha passado à vergonha necessária, se é que um dia ela fez alguma coisa muito errada na vida!
Depois que sai do metrô e segui rumo ao meu trabalho, vi que tudo que havia pensado jamais chegaria aos pés da historia dessa nossa mãe heroína.
Então Percebi que o meu post tinha sido finalizado no metrô era só sentar no pc e descrever minha experiência metroviária, espero que tenha sido uma boa leitura.
Valim
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